quinta-feira, 11 de abril de 2013

11/04/2013

   A tarde vai caindo, o céu vai escurecendo, parece que vai chover. Mas quem sou eu pra determinar isso? Há um sol a brilhar por sobre as nuvens cinzentas que colorem meu céu da mais triste cor do estojo de giz. Mas quem sabe esse sol não aparece? Se algum dia o Sol se por pra sempre, pra nunca mais voltar, eu espero que ele volte, e não exite em voltar pra mais uma vez alegrar o que um dia foi um bom verão. Eu tive alegria, tive diversão, tive boas temporadas de sol. Mas ele insiste em se esconder e esconde com ele toda a vida que um dia coube em meu abraço.
   Um dia, estava eu triste e deprimido por não ter o que eu queria. Fui então me deitar à espera do que poderia ser um sonho bom. Foi quando de repente uma voz que soava vir de uma pequena pessoa distante ecoou em meus pensamentos, me fazendo acordar e levantar para fitar por um segundo que tipo de coisa era essa que havia se lembrado de que eu existia. Essa voz ecoava meu nome num vento que cortava o quintal e chegava até meu quarto, onde como num efeito que parecia com o bater de asas de uma borboleta, fazia a janela do quarto bater para que pudesse me acordar mais rápido. Olhei, mas tudo o que vi foi uma criatura amarela que me fazia ver além do que eu imaginava ser possível. Quão adorável foi atender aquela visita, por mais que fosse estranho e difícil fingir que as coisas estavam bem, porque não estavam. Mas assim que minha pequena coisa de aparência simpática adentrou esse lar que chamo de coração, as coisas mudaram. Cantamos juntos, rimos juntos, choramos juntos e repetimos tudo nessa mesma ordem por muitas vezes depois.
   Mas que perfeito tornar mais feliz esta parte desta grandiosa parte do dia, na qual usamos para descansar, não acha?! Claro que sim! Mas que erro cometi eu em não enxergar que o que eu queria não era do que eu precisava! Acho que me perdi! Há exatos um ano atrás, saía da minha vida alguém que nasceu nela. Amo quem eu sou, amo o modo como eu faço as coisas darem certo ou errado. Amo fazer o que é certo. Mas como a vida é complicada, não? Perdi um anjo que habitava minha casa, mas ganhei um presente dos Céus. Não é tão confuso assim entender que o que eu mais queria estava fora do meu alcance. Mas agora sim, acho que me encontrei. O que a vida tira, ela devolve. Embora seja insubstituível alguém tão querido. Mas sim, eu perdi e me perdi num abismo infinito. Mas, claro! Eu me encontrei. Encontrei alguém que me fez ver além. Mas eu sou estúpido e deixei isso fugir do meu controle. Agora choro e sofro tentando encontrar um modo de consertar as coisas. Reze por mim, dizia eu, aos prantos. Mas ninguém escutva.

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