sexta-feira, 12 de abril de 2013

Uma questão de tempo

   Há milhões de milhas de distância daqui vejo que os sinais e as luzes que me guiaram até aqui não estão apenas cegas, mas não estão mais aqui pra me guiar de volta pra casa. Aprender a voar se torna algo difícil quando não se tem um objeto de auxílio. O objeto que nos auxilia a buscar ares novos possui a força de nos derrubar, mas não o faz, porque é compassivo, cauteloso, terno, brando, sutil, possui quatro letras. Significa milhões... milhares de coisas, mas... quem se importa? Quem se importa com sentimentos, enquanto lidamos com dramas tão óbvios e tão tenebrosos quanto os que nos possui? Isso tudo nos toma a força de viver. Isso nos faz desistir do que amamos. Quão velha é sua alma? Quão forte é seu amor? Se não tem espaço pra pensar, não tomará boas decisões. Paciência é uma virtude. Como saber se é amor, se nem ao menos sabe o que o amor é. Amamos muito fácil hoje em dia, e desamamos muito fácil também. Há uma complexa batalha para aprendermos a distinguir o que é real do que é passageiro. Mas se amamos por acaso, aí sim, somos felizes. Nada como amar sem saber se está amando. Às vezes não saber nos poupa muito tempo. Tempo que poderia ser gasto com carinho. Racionalizamos demais a coisa toda, deveríamos, de vez em quando, parar um pouco; deixar que as coisas fluam da forma mais lenta e tranquila possível, pois nunca se sabe o que encontraremos na próxima esquina. Nunca se sabe onde os sinais nos guiarão.
   Não nascemos seres sábios, dependemos da própria existência, ninguém nos ensinou que a paixão dura pouco, mas a dor é eterna. Nunca aprendemos a perdoar, aprendemos a confrontar. Porém, ninguém nunca ensinou a confrontarmos a nós mesmos. Somos por muitas vezes os nossos próprios inimigos. Ainda temos muito a aprender. O objeto que nos auxilia a uma compreensão além do que a realidade nos permite é o amor. Amar é se dar pelo outro, mas ninguém sabe o significado de 'dar'. Distorções inúteis nos impedem de ver além. Como quando perdemos alguém, o vazio que fica nos faz enxergar que na realidade, tempos difíceis nos ajudam a amar, a nos entregar pelo bem do próximo. O sofrimento nos traz alegrias que estão além da compreensão humana. Ah, se nós enxergássemos isso... certamente encontraríamos a cura pra depressão. Pois a dor é sempre, SEMPRE, o prefácio da felicidade.

   Mas quem se importa?

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